Filho de Francisco Adelino de Medeiros e de Jacinta Medeiros. Neto pela veia paterna de Adelino Pereira de Medeiros e Teodora Rosalina de Medeiros. Já pela veia materna é neto de José Ursulino de Medeiros e de Maria Jacinta de Medeiros. Bisneto de Antônio Estanislau de Medeiros e de Josefina Cassiana da Nóbrega.
FRANCISCO DE ASSIS MEDEIROS (18.04.1937/06.03.1993) está sepultado em São Vicente.
A Campanha Eleitoral de 1968 em Caicó: O Cenário Político e a Candidatura de Francisco de Assis Medeiros
O livro do atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Renato Dias, detalha a campanha eleitoral de 1968, que ocorreu em um clima de medo em Caicó após o assassinato do deputado estadual Carlindo Dantas.
Nesse contexto, Francisco de Assis Medeiros, ligado ao grupo político de Dinarte Mariz, emergiu como candidato, buscando preencher a lacuna deixada por seu amigo e cliente, Carlindo Dantas. Segundo Dr. Chiquinho, a candidatura foi um consenso entre os correligionários de Carlindo, que o escolheu por sua proximidade e por tê-lo defendido em diversas circunstâncias jurídicas. Desde jovem, Francisco Medeiros já atuava em campanhas políticas ao lado de Dinarte Mariz e outras figuras proeminentes.
A campanha de 1968, conforme relatado por Dr. Chiquinho, era um movimento genuinamente popular, sem a estrutura de marketing moderna. A população, com a ajuda de Darcy Fonseca, organizava os comícios nas ruas e na zona rural. Dr. Chiquinho lembra que, ao voltar para a cidade, já tinha vários comícios agendados e se sentia à vontade para discutir temas de interesse público.
Ele destaca que, apesar da vivacidade e do fervor da campanha, a disputa foi marcada pela ausência de conflitos judiciais ou reclamações formais. Os programas eleitorais na rádio eram improvisados, e os discursos, centrados nas necessidades da população, eram complementados por poemas e paródias de poetas locais. "Não tinha nada gravado, nada preparado", analisa Chiquinho, que organizava passeatas que coincidiam com a transmissão dos programas de rádio.
Seus discursos se baseavam em três pilares: a bandeira de Carlindo Dantas, a crítica à precariedade da saúde pública (o hospital funcionava de forma limitada, com apenas um médico) e a necessidade de melhorar a educação, com a aspiração de implantar uma faculdade na cidade. O locutor da campanha era Samuel Fernandes, e os oradores eram o próprio Dr. Chiquinho, Adjuto Dias, Delmiro Saldanha, Nélson Queiroz, além de populares que se juntavam aos comícios.
Um dos momentos mais marcantes da campanha foi o comício de 28 de outubro, que contou com a presença de Dinarte Mariz, Grimaldi Ribeiro e Dari Dantas, no aniversário de morte de Carlindo. Outro episódio inusitado, que Dr. Chiquinho descreve como uma "chuva de pedras", foi o encontro de duas passeatas na rua Quintino Bocaiúva, onde, surpreendentemente, ninguém se feriu.
Um fato curioso que rendeu a Francisco de Assis Medeiros o apelido de "Chico Burra Cega" ocorreu em 26 de janeiro de 1968. Ele encontrou uma jumenta cega, com uma "cangalha" de papelão em que estava escrito "Burra Cega". O episódio, cuja autoria nunca foi descoberta, se tornou tema da campanha. Seus eleitores gritavam: "A burra falou e disse!". Dr. Chiquinho explica que a única conexão que pode ser feita com o incidente remete aos anos 50, quando, em Natal, seus colegas o apelidaram de "Chico Cego" por ele enxergar apenas com um olho.
A eleição de 1968, presidida pelo juiz Manoel de Araújo Silva, teve um resultado apertado. Com 4.671 votos, Francisco de Assis Medeiros e seu vice, Vicente Macedo Neto, venceram com uma diferença de apenas 76 votos sobre a chapa de Manoel Torres de Araújo e Severino Fernandes, que obteve 4.595 votos.
Ridalvo Silvino Costa, nascido aos nove dias de novembro de 1937 na Fazenda Várzea Comprida, no seio da localidade de Algodão, em Caicó, representa o ápice da erudição e do serviço judiciário de sua estirpe. Sua jornada intelectual teve início no Seridozinho, prosseguindo por São José do Seridó até culminar no Ginásio Diocesano Seridoense, instituição basilar de sua formação humanística. Alçou voos maiores ao graduar-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela tradicional Faculdade de Direito do Recife, na ilustre turma de 1963, vindo a consagrar-se como Professor de Direito Processual na Universidade Federal da Paraíba. No exercício do munus jurisdicional, Ridalvo atingiu a culminância de sua carreira como juiz federal, tendo a honra de ser o primeiro presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, com sede no Recife, onde exerceu o comando daquela corte com notável saber jurídico. No plano pessoal, uniu-se em matrimônio a Maria Lúcia Marinho Costa, diletante filha do Dr. Milton Aranha Marinho — eminente médico, ex-prefeito de Caicó e deputado estadual por sucessivas legislaturas — e de Dona Adélia Marinho, consolidando uma aliança entre duas das mais prestigiosas famílias da vida pública e intelectual do Rio Grande do Norte.
Maria Martha de Araújo (n. 1937), consorciou-se matrimonialmente com Manoel José Fernandes (1910-1993), Seu Bilé, e desse enlace advieram os filhos biológicos Fernando e Farah Indira, bem como o caçula Marcos Araújo, nascido no ano de 1977, os quais deram continuidade ao tronco familiar, perpetuando, no tempo, os vínculos de sangue e a memória de seus ascendentes.
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