quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

1934

 

 

   Padre JOSÉ DANTAS CORTEZ  (1934 - 2001) Nasceu na cidade de Acari. Filho de Artur Dantas Cortez e Emília Dantas Cortez. Irmão do Padre José Dantas Cortez, Manoel Cortez, Assunção Cortez, Lindemberg Cortez, Margarida Cortez, Gracinha Cortez. Foi advogado, político, professor da universidade e deputado estadual por duas vezes. Além disso, desempenhou um grande trabalho em Currais Novos, onde criou a missa do agricultor.  Já em Florania cuidou do monte de Nossa Senhora como se fosse sua casa. Padre Cortez fez história no Seridó onde atuou como sacerdote em Currais Novos, Florânia, Acari, e outras cidades.   Na política foi deputado estadual em dois mandatos. 


  Dr. CARLINDO DE SOUSA DANTAS (1934/1967) 

O mês de outubro de 1967 é uma data marcante e trágica para a história de Caicó e do Seridó. Em 28 de outubro daquele ano, o deputado estadual Carlindo de Souza Dantas foi assassinado. Na mesma ocasião, Aníbal da Cunha Macedo, comerciante e fazendeiro muito respeitado na região, que o acompanhava, também foi morto.

Dr. Carlindo, figura histórica que ainda desperta grande curiosidade, é tanto venerado por muitos quanto criticado por seu temperamento forte, que o fazia oscilar entre gestos de caridade e discursos radicais contra seus adversários. Segundo uma pesquisa da UFRN, Carlindo nasceu em 30 de agosto de 1934 no Sítio Riacho da Serra, em Caicó. Após uma formação acadêmica sólida, que incluiu o curso de Medicina em Recife e residência em anestesia em São Paulo, ele retornou a Caicó para atuar como médico. Sua popularidade como "médico dos pobres" o levou a ser eleito deputado estadual em 1966 pela Arena Vermelha, sob a liderança de Dinarte Mariz. Se estivesse vivo, seria um forte candidato nas eleições de 1968.

O duplo assassinato ocorreu por volta das 23h, durante um baile no Caicó Esporte Clube. Além de Carlindo e Aníbal, foram feridos Julimar Andrade Vieira, Leomar Batista de Araújo, Aldo Pereira da Costa e Nilton César da Costa. O processo judicial subsequente resultou na condenação dos pistoleiros Edmar Nunes Leitão (Edmar Letreiro) e seu irmão, Edilson Nunes Leitão, conhecido como Zé Maria, pela autoria material do crime.

De acordo com o processo, os assassinos fugiram em um veículo DKW de cor escura em direção a Serra Negra do Norte. O juiz da época, João Marinho, juntamente com Erasmo Bernardo da Costa e José Osório de Souza, investigou o caso e chegou até a cidade de Patos, na Paraíba, onde encontraram um veículo com características semelhantes.

Edmar Leitão foi preso e condenado, enquanto seu irmão, Zé Maria, foi morto na Bahia. Em uma tentativa de se eximir da culpa, Edmar acusou outras pessoas, como Sebastião César de Queiroz, pai do médico Onaldo Pereira de Queiroz (assassinado em 1966 em um crime não esclarecido), de serem os mandantes. No entanto, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte absolveu Sebastião e os demais citados em maio de 1972. Edmar Leitão, por sua vez, conseguiu fugir da prisão, mas foi encontrado morto em 1971, no Ceará, em um lugar chamado Três Bodegas, Icó. As circunstâncias de sua morte, se foi suicídio ou assassinato, continuam sendo um mistério.

O autor conclui o texto refletindo sobre como a história de Caicó teria sido diferente se Carlindo e Aníbal não tivessem morrido naquele trágico 28 de outubro de 1967. O assassinato de Carlindo Dantas foi um evento que marcou profundamente a política e a sociedade da região, e, passados quase 50 anos, a lembrança daquele dia ainda permanece viva.

O texto é baseado na obra literária  de Fernando Antônio Bezerra.



 VICÊNCIA MEDEIROS CABRAL  (1934/2022)

Esposa de Antenor Cabral. Genitora do ex prefeito de Acari/RN, Isaías Cabral e outros. Vereadora, comerciante.



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1980