quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

1929

 


 JUAREZ PIRES GALVÃO (1929-2004)  Filho de Horácio Pires Galvão e de Ana Marcolina de Jesus. Neto pela veia paterna do Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão e Porphíria Alexandrina de Jesus. Esposo de Maria José Mamede Galvão. 

 Dr. MANOEL DE MEDEIROS BRITO (1929-) Nasceu 8 em Jardim do Seridó/RN. Filho de José de Medeiros Brito e Francisca Paulina de Medeiros.  Advogado, político, historiador, pesquisador e escritor é testemunha viva de destacada história potiguar do último século. 


 NILSON DE BRITO nasceu em 1929, em São João do Sabugi, Rio Grande do Norte. Era filho de Inácio Correia de Brito e Maria Celestina de Jesus. Foi casado com Maria Alice de Brito (1934–2020), com quem teve os seguintes filhos: Paula Sônia de Brito, Paulo de Brito, Maria da Paz Brito, Marinilce Brito de Vasconcelos, Maria da Glória Brito Medeiros da Fonseca, Nilson de Brito Júnior e Pedro George de Brito, este último um exímio pesquisador, historiador e tabelião público. Erudito professor, poeta, folclorista, escritor, historiador e investigador conceituado, Nilson de Brito dedicou atenção especial à História e às Linhagens — temas sobre os quais deixou estudos valiosos, fundamentados quase exclusivamente em documentos de sua vasta e notável coleção particular. Além disso, foi minerador de scheelita, pecuarista e tabelião público. Era também um ávido colecionador de jornais, reunindo, entre outros, exemplares do Diário de Natal, com todos os números que circularam em Caicó. Contribuiu com inúmeras matérias para diversos periódicos. De fato, ele próprio era frequentemente notícia, sendo tema de artigos e reportagens. Atento às conversas nas varandas, apreciava rimas, prosas e histórias de “trancoso”. Guardava tudo na memória, acumulando vivências que enriqueceram seu repertório. Sua curiosidade intelectual resultou em uma biografia notável. Predestinado e dedicado à cultura sertaneja, Nilson explorou com maestria as histórias de sua terra. Valorizava profundamente a prosa cotidiana, os contos e os “causos” de seu povo e região. Sua fama se espalhou, e muitos desejavam contribuir com o trabalho desse incansável explorador da cultura sertaneja. O Capitão Nilson de Brito, juntamente com sua esposa, zelou para que seus filhos recebessem exemplos de valor, honra e dignidade. Nas palavras do escritor e advogado Fernandinho: “O Capitão foi um tabelião respeitado, honrado e humano, solidário e amigo, que construiu uma carreira sólida sem jamais desmerecer ninguém, cumprindo seu papel na terra.”


Antenor Salvino de Araújo, ilustre filho das terras de Caicó, abraçou a vida religiosa com o fervor de quem ama profundamente seu solo natal. Iniciou sua jornada intelectual e espiritual nos estudos eclesiásticos em João Pessoa, na Paraíba, culminando sua consagração com a ordenação sacerdotal realizada no Ipiranga, em São Paulo. Ao longo de seu ministério, exerceu o honroso múnus de Cura da Sé, ascendendo posteriormente, no ano de 1996, à dignidade de Monsenhor da Capela do Papa, título que coroou sua trajetória de serviço à Igreja.

Como pároco de uma das freguesias mais tradicionais e rudes do sertão, a de Sant’Ana de Caicó — antiga e venerável Freguesia de Santana do Seridó —, o Padre Antenor notabilizou-se por uma oratória de rara beleza. Suas pregações, colhidas diretamente das fontes da História Sagrada e dos Santos Evangelhos, serviam de guia e inspiração para a grei seridoense. No caminho da esperança, o sacerdote logrou aproximar seus fiéis tanto das obras do Criador quanto dos valores da cultura, agindo sempre cum prudentia e desprovido de qualquer fanatismo ou demagogia.

Sob sua égide espiritual, os devotos de Sant’Ana encontraram um porto de moderação, alcançando a felicidade coletiva por meio de um pastoreio que priorizava a paz de espírito e o equilíbrio. Monsenhor Antenor permanece, assim, na memória de sua terra como o clérigo que soube harmonizar a erudição teológica com o amor telúrico, conduzindo seu rebanho in viam pacis através das décadas.

 


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1980