JÚLIA JUSTINA DE JESUS (1923-2009)Nascida em 6 de janeiro de 1923, às 23 horas, no sítio Cachoeirinha, então pertencente ao município de Acari, Júlia Justina de Jesus foi filha de João Benedito de Araújo e Cristina Maria de Jesus. Sua genealogia a ligava a notáveis figuras locais, sendo bisneta de Joaquim Laurindo de Medeiros e sobrinha-neta de Antônio Honorato de Araújo. O seu batismo ocorreu em fevereiro de 1923, em Cruzeta, ainda antes da inauguração da Igreja Matriz daquela localidade, sendo oficiado pelo Padre João Soares Bilro, à época pároco de Acari.
Sua infância transcorreu em terras acarienses, tendo residido no sítio Salgado, onde seu bisavô possuía propriedades que faziam divisa com as de Manoel Balbino de Araújo. Em 31 de maio de 1940, uniu-se em matrimônio a Manoel de Brito Filho (Neco Brito), filho de Manoel Pereira de Brito (Dé Brito do Manhoso) e de Maria Teófila de Brito. A cerimônia foi celebrada na Matriz de Nossa Senhora da Guia, em Acari, sob as bênçãos do Padre Ambrósio Silva. Após o casamento, adotou o nome de Júlia Brito.
Da união, nasceram Maria Elita, Maria das Dores, Maria Aparecida, Terezinha, Maria Zélia, Maria Daguia e Manoel. O casal também criou Antônio Janúncio e Lúcia de Fátima, e sua descendência se expandiu com 37 netos e 28 bisnetos.
Após o falecimento de Dé Brito, o casal permaneceu por alguns anos no sítio Manhoso, transferindo-se, em seguida, para as Barrentas e, posteriormente, para a Cachoeirinha. Na década de 1970, em busca de novas oportunidades, a família emigrou para Minas Gerais, onde viveu até 1998. Durante esse período, segundo dados de seu falecido esposo Neco Brito, o casal realizou 32 viagens de volta ao Rio Grande do Norte.
Em 14 de julho de 1998, Júlia Brito e seu marido passaram a residir na casa de sua filha Maria Zélia, em Currais Novos, mantendo-se em constante trânsito entre a nova residência e a querida cidade de Acari. Júlia enviuvou em 19 de novembro de 2001, o que intensificou ainda mais suas visitas a Acari.
Faleceu em 28 de fevereiro de 2009, às 22 horas, em sua residência. Em vida, expressava o desejo de ser sepultada em Acari, e sua vontade foi respeitada, garantindo que sua memória repousasse na terra onde construiu suas raízes.
Aqui está a reescrita do texto em formato de redação contínua e em norma culta:
Na data de 11 de abril de 1947, a histórica Matriz de Nossa Senhora da Guia, em Acari, foi palco da cerimônia religiosa que uniu Hermógenes Pereira de Araújo e Genézia Izaura de Araújo. O noivo, natural de Acari e nascido em 19 de abril de 1884, carregava em sua ascendência marcas profundas da genealogia local, sendo filho de José Sancho de Araújo — figura vinculada à conhecida "Casa das Pinturas" e descendente de Félix dos Garrotes — e de Maria Euzébia da Assunção Brito, filha do Padre José Modesto Pereira de Brito.
A noiva, também acariense, nascida em 16 de maio de 1926, era filha de João Benedito de Araújo e Cristina Maria de Jesus, e, ao contrair as núpcias, passou a assinar como Genézia Pereira. Um detalhe relevante desta união reside no fato de que ambos os contraentes já eram viúvos quando selaram este novo compromisso. Do enlace, nasceram quatro filhas: Hozana, Marlene, Maria de Lourdes, conhecida familiarmente como Lurdinha, e Marilene, que posteriormente fixou residência no Japão após consorciar-se com Saburo Sato.
O convívio conjugal, no entanto, estendeu-se por apenas sete anos, encerrando-se com o falecimento de Hermógenes em 1º de novembro de 1954. Genézia Izaura permaneceu no estado de viuvez até o fim de seus dias, vindo a falecer em 30 de maio de 1973, preservando a memória de sua trajetória e de sua descendência.
CATARINA PIRES GALVÃO (1923 - 2001) filha de Horácio Pires Galvão e de Ana Marcolina de Jesus (nome de solteira).
Luiz Gonzaga Meira Bezerra nasceu em Acari, no dia 21 de junho de 1923, filho de Silvino Bezerra Neto e de Maria Meira e Sá Bezerra. Realizou os estudos primários e parte do curso ginasial no Colégio Santo Antônio, entre os anos de 1930 e 1938, concluindo posteriormente sua formação no Atheneu Norte-rio-grandense. Desde a juventude, integrou-se de maneira intensa às atividades esportivas, destacando-se como atleta, fundador, dirigente e colaborador de diversas entidades, tendo praticado modalidades como ginástica, futebol, natação, remo, pesca e tênis de mesa.
Embora torcedor do América Futebol Clube, manteve vínculos com outras agremiações, colaborando com o Alecrim, instituição vinculada ao seu bairro, e com o Santa Cruz, atualmente extinto, além de associar-se ao Sport Club de Natal e ao Clube Náutico Potengi, ambos ligados ao remo. Participou ativamente do futebol na primeira Liga Suburbana de Natal, em 1939, sob a direção de Joaquim Victor de Hollanda, Djalma Maranhão, entre outros, e, movido pelo propósito de fomentar o desenvolvimento esportivo, passou a colaborar com a imprensa, escrevendo para jornais da capital e de diversas regiões do país.
No âmbito profissional, exerceu atividades na empresa Armando Campello & Gentil Ltda., responsável pela construção de inúmeros edifícios da Base Aérea de Parnamirim e da Base de Hidroaviões durante a Segunda Guerra Mundial. Atuou como funcionário e gerente da Serraria Arcantil Ltda., entre 1939 e 1946, e, posteriormente, como comerciante autônomo no ramo de materiais de construção, de 1946 a 1970. Exerceu ainda o cargo de vice-presidente da Associação Comercial do Rio Grande do Norte e presidiu a Comissão de Importação e Exportação entre 1962 e 1995. Na área de telecomunicações, foi presidente, diretor administrativo e financeiro e, por fim, superintendente de operações da TELERN — Telecomunicações do Rio Grande do Norte — na região de Mossoró, entre 1970 e 1985. Destacou-se também como sócio da Previdente Natalense desde 1950, contribuindo para sua reorganização em 1993, e como sócio efetivo e benemérito do SINTEL/RN, a partir do mesmo ano.
No campo cultural, teve atuação igualmente expressiva. Foi fundador e presidente de honra do Clube de Trovadores do Rio Grande do Norte, criado em 1965 ao lado de Luís da Câmara Cascudo, Rômulo Wanderley, Luiz Rabelo, Francisco Menezes e Aluízio Menezes, instituição que viria a se tornar a atual Academia Potiguar de Trovas. Participou da fundação da Sociedade Filatélica Potiguar, em 1966, integrou a Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, em 1970, e exerceu funções de membro e tesoureiro da Liga de Ensino do Rio Grande do Norte, entidade mantenedora da Escola Doméstica de Natal, até o ano de 2000. Fundou o primeiro coral da TELERN, em 1981, foi membro efetivo e segundo secretário do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte entre 1982 e 2000, e participou da criação de diversas entidades, como o Centro Acariense, em Natal, a Fundação Cultural Padre João Maria, a Associação Cultural Maestro Felinto Lúcio Dantas e a Associação de Pesquisadores do Nordeste, além de integrar o Conselho de Vaqueanos, no qual exerceu funções de destaque.
Sua dedicação ao esporte revelou-se ainda mais abrangente, tendo sido membro fundador do Pâmpano Esporte Clube, em 1954, primeira entidade de pesca amadora do Nordeste, e da Federação Norte-rio-grandense de Caça Submarina, no mesmo ano. Participou das comissões responsáveis pela construção dos estádios Santos Reis e Humberto de Alencar Castelo Branco, este último posteriormente conhecido como Machadão. Fundou e presidiu a Federação Norte-rio-grandense de Pesca Amadora, em 1961, integrou o primeiro Conselho Deliberativo da Fundação de Esportes de Natal, em 1966, e fundou a Federação Norte-rio-grandense de Tiro ao Alvo, em 1969. Exerceu ainda a vice-presidência para assuntos esportivos amadores do América Futebol Clube, entre 1969 e 1970, foi membro do Conselho Regional de Desportos por mais de duas décadas, tendo-o presidido em 1981, e manteve vínculos como sócio contribuinte, benemérito, remido e patrimonial com grande número de clubes da capital. Atuou, ademais, como diretor do Departamento Autônomo de Atletismo da Federação Norte-rio-grandense de Desportos, durante a gestão de João Machado.
Detentor de vasto acervo documental sobre personagens, fatos e realizações do Rio Grande do Norte, disponibilizou-o a pesquisadores e interessados, convertendo esse patrimônio em fonte de numerosos estudos. A partir desse material, produziu e publicou mais de seiscentos perfis de desportistas do século XX no jornal “A Verdade”, além de diversos textos em outros periódicos, abordando temas como cinema, teatro, literatura, viagens e instituições assistenciais e religiosas. Por sua iniciativa, a Prefeitura de Natal passou a adotar mais de duzentas personalidades como patronos de logradouros públicos. Contribuiu ainda com a doação de mais de quatro mil livros às bibliotecas municipais de Acari e Macaíba, bem como ao Museu do Médico do Rio Grande do Norte.
Agraciado com os títulos de Cidadão Natalense e de Cidadão de Carnaúba dos Dantas, conferidos em 1970 e 1987, respectivamente, recebeu mais de uma centena de homenagens, entre diplomas, comendas, certificados, placas e medalhas. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e da Associação dos Cronistas Esportivos do Rio Grande do Norte. No âmbito familiar, contraiu matrimônio com Zilda Alves Meira Bezerra, com quem teve os filhos Manoel, Elizabeth, Carlos Alberto, Ana Eleonora e Cynthia. Ao longo de toda a vida, manteve-se fiel à missão que assumiu como memorialista, dedicando-se com vigor e constância à preservação e à difusão do patrimônio histórico, cultural e genealógico de sua terra.
Luiz Gonzaga Meira Bezerra nasceu em Acari, no dia 21 de junho de 1923, filho de Silvino Bezerra Neto e de Maria Meira e Sá Bezerra. Realizou os estudos primários e parte do curso ginasial no Colégio Santo Antônio, entre os anos de 1930 e 1938, concluindo posteriormente sua formação no Atheneu Norte-rio-grandense. Desde a juventude, integrou-se de maneira intensa às atividades esportivas, destacando-se como atleta, fundador, dirigente e colaborador de diversas entidades, tendo praticado modalidades como ginástica, futebol, natação, remo, pesca e tênis de mesa.
Embora torcedor do América Futebol Clube, manteve vínculos com outras agremiações, colaborando com o Alecrim, instituição vinculada ao seu bairro, e com o Santa Cruz, atualmente extinto, além de associar-se ao Sport Club de Natal e ao Clube Náutico Potengi, ambos ligados ao remo. Participou ativamente do futebol na primeira Liga Suburbana de Natal, em 1939, sob a direção de Joaquim Victor de Hollanda, Djalma Maranhão, entre outros, e, movido pelo propósito de fomentar o desenvolvimento esportivo, passou a colaborar com a imprensa, escrevendo para jornais da capital e de diversas regiões do país.
No âmbito profissional, exerceu atividades na empresa Armando Campello & Gentil Ltda., responsável pela construção de inúmeros edifícios da Base Aérea de Parnamirim e da Base de Hidroaviões durante a Segunda Guerra Mundial. Atuou como funcionário e gerente da Serraria Arcantil Ltda., entre 1939 e 1946, e, posteriormente, como comerciante autônomo no ramo de materiais de construção, de 1946 a 1970. Exerceu ainda o cargo de vice-presidente da Associação Comercial do Rio Grande do Norte e presidiu a Comissão de Importação e Exportação entre 1962 e 1995. Na área de telecomunicações, foi presidente, diretor administrativo e financeiro e, por fim, superintendente de operações da TELERN — Telecomunicações do Rio Grande do Norte — na região de Mossoró, entre 1970 e 1985. Destacou-se também como sócio da Previdente Natalense desde 1950, contribuindo para sua reorganização em 1993, e como sócio efetivo e benemérito do SINTEL/RN, a partir do mesmo ano.
No campo cultural, teve atuação igualmente expressiva. Foi fundador e presidente de honra do Clube de Trovadores do Rio Grande do Norte, criado em 1965 ao lado de Luís da Câmara Cascudo, Rômulo Wanderley, Luiz Rabelo, Francisco Menezes e Aluízio Menezes, instituição que viria a se tornar a atual Academia Potiguar de Trovas. Participou da fundação da Sociedade Filatélica Potiguar, em 1966, integrou a Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, em 1970, e exerceu funções de membro e tesoureiro da Liga de Ensino do Rio Grande do Norte, entidade mantenedora da Escola Doméstica de Natal, até o ano de 2000. Fundou o primeiro coral da TELERN, em 1981, foi membro efetivo e segundo secretário do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte entre 1982 e 2000, e participou da criação de diversas entidades, como o Centro Acariense, em Natal, a Fundação Cultural Padre João Maria, a Associação Cultural Maestro Felinto Lúcio Dantas e a Associação de Pesquisadores do Nordeste, além de integrar o Conselho de Vaqueanos, no qual exerceu funções de destaque.
Sua dedicação ao esporte revelou-se ainda mais abrangente, tendo sido membro fundador do Pâmpano Esporte Clube, em 1954, primeira entidade de pesca amadora do Nordeste, e da Federação Norte-rio-grandense de Caça Submarina, no mesmo ano. Participou das comissões responsáveis pela construção dos estádios Santos Reis e Humberto de Alencar Castelo Branco, este último posteriormente conhecido como Machadão. Fundou e presidiu a Federação Norte-rio-grandense de Pesca Amadora, em 1961, integrou o primeiro Conselho Deliberativo da Fundação de Esportes de Natal, em 1966, e fundou a Federação Norte-rio-grandense de Tiro ao Alvo, em 1969. Exerceu ainda a vice-presidência para assuntos esportivos amadores do América Futebol Clube, entre 1969 e 1970, foi membro do Conselho Regional de Desportos por mais de duas décadas, tendo-o presidido em 1981, e manteve vínculos como sócio contribuinte, benemérito, remido e patrimonial com grande número de clubes da capital. Atuou, ademais, como diretor do Departamento Autônomo de Atletismo da Federação Norte-rio-grandense de Desportos, durante a gestão de João Machado.
Detentor de vasto acervo documental sobre personagens, fatos e realizações do Rio Grande do Norte, disponibilizou-o a pesquisadores e interessados, convertendo esse patrimônio em fonte de numerosos estudos. A partir desse material, produziu e publicou mais de seiscentos perfis de desportistas do século XX no jornal “A Verdade”, além de diversos textos em outros periódicos, abordando temas como cinema, teatro, literatura, viagens e instituições assistenciais e religiosas. Por sua iniciativa, a Prefeitura de Natal passou a adotar mais de duzentas personalidades como patronos de logradouros públicos. Contribuiu ainda com a doação de mais de quatro mil livros às bibliotecas municipais de Acari e Macaíba, bem como ao Museu do Médico do Rio Grande do Norte.
Agraciado com os títulos de Cidadão Natalense e de Cidadão de Carnaúba dos Dantas, conferidos em 1970 e 1987, respectivamente, recebeu mais de uma centena de homenagens, entre diplomas, comendas, certificados, placas e medalhas. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e da Associação dos Cronistas Esportivos do Rio Grande do Norte. No âmbito familiar, contraiu matrimônio com Zilda Alves Meira Bezerra, com quem teve os filhos Manoel, Elizabeth, Carlos Alberto, Ana Eleonora e Cynthia. Ao longo de toda a vida, manteve-se fiel à missão que assumiu como memorialista, dedicando-se com vigor e constância à preservação e à difusão do patrimônio histórico, cultural e genealógico de sua terra.


Nenhum comentário:
Postar um comentário