EDGAR BEZERRA SALUSTINO (1921/1997) Quando Edgar Bezerra Salustino nasceu em 23 de abril de 1921, em Currais Novos, Rio Grande do Norte, Brasil, seu pai, o Desembargador Thomaz Salustino Gomes de Mello, tinha 40 anos e sua mãe, Tereza Bertina de Araújo Bezerra de Melo, tinha 35. Ele teve pelo menos 2 filhos com Lenice Lins Salustino. Ele faleceu em 28 de janeiro de 1997, em Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, aos 75 anos de idade.
João Galvão de Medeiros, nascido em 1921, foi uma figura proeminente no cenário da engenharia brasileira, cuja trajetória profissional e familiar se entrelaça com a história de sua região. Filho de Oswaldo Orlando de Medeiros e Maria Galvão de Medeiros, ele era neto, por parte de pai, de Aureliano Clementino de Medeiros, construtor dos Solares Bela Vista e João Galvão, e de Maria Rosa de Medeiros. Seus avós maternos eram João Chissostomo Galvão e Maria de Miranda Galvão.
Sua formação acadêmica, de alto prestígio para a época, foi concluída em 1946, quando obteve seu diploma de engenheiro pela Escola Nacional de Engenharia, no Rio de Janeiro. Dois anos depois, em 1948, ingressou no Departamento Nacional de Estradas e Rodagens (DNER), instituição à qual permaneceu fielmente vinculado por toda a sua carreira, contribuindo significativamente para o desenvolvimento da infraestrutura rodoviária do país até seu falecimento em 1976.
Sebastião Bezerra da Silva (1921-2008), carinhosamente conhecido como Basto Soldado, nasceu em Acari, Rio Grande do Norte, em 7 de abril de 1921. Sua vida foi marcada por uma trajetória de serviço, marcada pela bondade, perspicácia e uma inabalável integridade.
A juventude de Basto foi dedicada a diversas atividades laborais, desde a infância, quando tangia jumentos, até trabalhos como padeiro e servente de pedreiro. Sua ambição de servir à pátria o levou a se voluntariar para a Segunda Guerra Mundial, período no qual se formou militar. Contudo, para sua decepção, a guerra chegou ao fim no momento em que ele foi convocado para embarcar, impedindo-o de servir no front.
Em 1947, ele ingressou na Polícia Militar do Rio Grande do Norte, onde serviu por 25 anos até se aposentar em 1973 como terceiro sargento. Sua carreira na corporação foi distinta e humanista. Embora sua transferência inicial para Caicó em 1948 tenha sido breve, ele logo retornou a Acari, onde permaneceu até o fim de sua carreira.
Basto Soldado era um homem de família. Em 1950, casou-se com Dona Mariquinha, uma mulher de inteligência e memória notáveis, com quem teve 13 filhos, criando 8 deles. Para sustentar a família numerosa, Basto era incansável, exercendo diversas profissões nos dias de folga: de pintor de paredes a rifador de objetos, cuja peculiaridade era o "sortudo" ser sempre um desconhecido.
Sua abordagem como policial era única e notadamente conciliadora. Em uma época em que o uso da força era comum, Basto sempre optava pelo diálogo e pela persuasão, nunca recorrendo à intimidação de uma arma de fogo. Sua humanidade se manifestava em episódios como o dia em que, desobedecendo a ordens superiores, não agrediu um preso e, em outra ocasião, dividiu o almoço que lhe cabia com os detentos, que deveriam ficar de castigo. Em seu cotidiano, evitava prisões desnecessárias, como a de um homem que se escondeu debaixo da cama. Sua lealdade aos princípios de justiça e bondade se sobrepunha às ordens que considerava desumanas.
Além de sua vida profissional, Basto Soldado era conhecido por sua personalidade alegre e seu talento como contador de histórias. Amante de sinuca, ele tinha um jeito peculiar de anunciar as tacadas, acrescentando o sufixo "-ilha" ao nome de cada bola. Em sua velhice, embora com passos curtos e as costas encurvadas, mantinha a gentileza e o sorriso nos olhos, cumprimentando os amigos com um aceno.
Basto Soldado faleceu em Acari em 28 de dezembro de 2008, sem saber que a Justiça, anos mais tarde, o reconheceria como Segundo Tenente. Sua vida, contada por seu sobrinho-neto, o Professor de História Walclei Azevedo, é um testemunho de que a força de um homem não reside na violência, mas na integridade e na bondade de seu caráter. Ele deixou um legado de ensinamentos por meio de suas anedotas, tornando-se um exemplo de simplicidade e moral para todos que o conheceram.
Nascido em 1922 em Jardim do Seridó, Rio Grande do Norte, Jayme de Medeiros Brito era filho de José de Medeiros Brito e Francisca de Medeiros Brito, e irmão do renomado escritor Manoel de Medeiros Brito. Sua formação educacional começou no Grupo Escolar “Antônio de Azevedo”, onde concluiu os cursos primário e complementar em 1936.
Desde cedo, sua vocação para a música se manifestou. Em 1937, iniciou seus estudos musicais com o mestre Minervino, então regente da banda de música local, a Euterpe Jardinense. Apesar da resistência inicial de seu pai, que também foi músico, Jayme demonstrou um talento notável, assimilando as lições com grande facilidade. Com a morte prematura do pai em 1940, o jovem Jayme assumiu a responsabilidade de auxiliar sua mãe na gestão da atividade hoteleira da família.
Em 1941, ele já era um membro ativo da banda Euterpe Jardinense e começou a se destacar como compositor de valsas, marchas, frevos e dobrados. Sua primeira composição, a Valsa Anita Costa, foi uma homenagem à sua amada, com quem se casou em 13 de maio de 1944. O casal teve seu primeiro filho, José de Medeiros Brito Neto, que infelizmente faleceu na primeira infância.
Convocado para o serviço militar durante a Segunda Guerra Mundial, Jayme de Medeiros Brito foi incorporado ao 16º Regimento de Infantaria, em Natal. Sua aptidão musical o levou a integrar a banda de música do regimento, onde alcançou a graduação de 3º Sargento Músico. Após o término da guerra, em 8 de maio de 1945, foi promovido a 2º Sargento e, em 1948, a 1º Sargento Músico.
A família continuou a crescer em Natal: Renan Roberto, seu segundo filho e hoje bancário aposentado, nasceu em 17 de janeiro de 1947. Em 5 de maio de 1955, nasceu Rênio Ricardo, que se tornaria cirurgião-dentista e residente em Portugal. A prole foi completada com a chegada de Ridan Rosane em 10 de julho de 1959, que se formou em Letras e hoje é funcionária da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Em 1961, Jayme foi transferido para o Regimento Escola de Infantaria, no Rio de Janeiro, onde permaneceu até 1972. Naquele ano, passou para a reserva do Exército com a patente de 1º Tenente-R1, retornando a Natal. Em 1973, ele foi convidado a reger a banda de música de sua cidade natal, a Euterpe Jardinense, função que exerceu até 1983. Posteriormente, foi nomeado Assessor Administrativo da Secretaria de Saúde do Estado, cargo que ocupou até 5 de julho de 1991, quando um acidente cardiovascular o forçou a se afastar da vida pública.
O legado de Jayme de Medeiros Brito é sua vasta obra musical, que inclui a valsa "Anita Costa"; marchas como "Cônego Ambrósio", "Chiquinha Brito", "Coração de Jesus", "Padre Ernesto" e "Nossa Senhora da Conceição"; dobrados como "Saudades de Zuza", "João Vilar" e "Manoel Brito"; e os frevos "Rênio Ricardo" e "Aristóteles no frevo", entre outras composições. Sua vida foi dedicada inteiramente à música, deixando uma marca indelével na cultura de sua terra natal.
JOSÉ QUINTINO NETO, Neto de José Quintino de Araújo, lá da Zumbinha do Riachão em Caicó. Nasceu em 27 de janeiro de 1921. Foi ex combatente na segunda Guerra Mundial.


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