quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

1914

 



Dona Auta Pinheiro Bezerra (1914-2004), nascida em São Paulo do Potengi, foi uma figura de grande relevância na história da região do Trairi. Casada com Severino Bezerra Cavalcanti, ela viveu a maior parte de sua vida na Fazenda Boa Hora, em Santa Cruz, onde criou seus quatro filhos: José Pinheiro Bezerra, Manuel Pinheiro Bezerra, Francisco Pinheiro Bezerra (falecido) e Cleudia Bezerra Pacheco.

Sua vida foi marcada pela dedicação à fé e à comunidade. Uma fervorosa devota de Santa Rita de Cássia, Dona Auta liderou importantes campanhas para a paróquia e organizou grandes novenas durante o Dia do Agricultor, parte da Festa da Padroeira. Em um gesto de fé, ela construiu uma igreja na Fazenda Boa Hora, dedicando-a a Nossa Senhora do Rosário.

Em 2004, sua contribuição para a preservação da memória local se materializou com o lançamento do livro "O tempo como testemunha", uma obra que narra suas lembranças e as histórias da vida em Santa Cruz.

A dedicação de Dona Auta à história, à religião e às atividades rurais fez dela uma das principais guardiãs das tradições do município. O museu que leva seu nome é uma justa homenagem a essa mulher que viveu intensamente os vários períodos da história econômica, religiosa e social da região, deixando um legado de fé, cultura e memória que perdura até os dias de hoje.

Ela foi uma ilustre educadora e cozinheira de Currais Novos. Nascida em 23 de julho de 1914, filha de Elias Enock Pereira de Araújo e Maria Olindina Silveira de Araújo, ela se destacou por seu trabalho incansável na educação e por seus talentos culinários, incomuns para uma mulher do interior de sua época.

Apesar de a sociedade daquele tempo relegar as mulheres à tutela familiar e ao papel de "rainha do lar", Sastrogilda, carinhosamente conhecida como Dona Astrogilda, buscou o conhecimento. Alfabetizada por seu pai, concluiu o curso primário no Grupo Escolar Capitão Mor Galvão entre 1921 e 1926. Em 1927, continuou seus estudos no curso particular do Externato Freebel, mas foi através de cursos para professores leigos, realizados entre 1965 e 1966, que ela complementou sua formação pedagógica.

Sua vocação para o ensino se manifestou bem antes de sua formalização. Desde 1933, ela já lecionava por conta própria para um grupo de 23 a 30 alunos, encontrando grande satisfação em ajudar o próximo. Sua nomeação como professora oficial veio em 1951, por meio da Portaria nº 02, durante a gestão do prefeito Dr. Silvio Bezerra de Melo. Em Natal, ao prestar exames na Secretaria de Educação, reencontrou seu antigo professor, Gilberto da Cunha Pinheiro, que a incentivou a assumir a cadeira pedagógica na Fazenda Florestina.

Além de sua atuação na sala de aula, Astrogilda se aprofundou em diversos temas, participando de cursos sobre recreação, nutrição, liderança comunitária e arte culinária. No âmbito social e religioso, integrou o coral da Igreja de Santana (como primeira voz) e foi uma presença constante na organização de festas, barracas e leilões da igreja. Ela também foi fundadora do Clube 4-S, um projeto para jovens e estudantes orientado pela ANCAR (hoje EMATER), que recebeu o nome de sua mãe, Maria Olindina. A escola, construída em 1968 durante a gestão de Mariano Guimarães, foi inaugurada em 20 de janeiro de 1969.

Sua paixão pela gastronomia deixou uma marca significativa em Currais Novos, no Seridó e no estado. Em 1970, sua perícia culinária a levou a dirigir a preparação do almoço para o então Presidente da República, Emílio Garrastazu Médici, sob a orientação do comandante do 3º BEC. Para ela, cozinhar era uma arte que nutria o ser humano, ao mesmo tempo que enriquecia a vida e a mesa da sociedade.

Astrogilda Pereira de Araújo, que faleceu em 30 de março de 1975, no Domingo de Páscoa, e seu pai, Elias Enock, que faleceu em 25 de junho de 1926, estão sepultados no Cemitério Central da Cidade. A memória de Dona Astrogilda permanece viva como um exemplo de dedicação, superação e amor ao próximo, tanto na educação quanto na arte da culinária.



  MANOEL QUININO DE MEDEIROS  (1914 /1980) Filho de Manoel Sérgio de Medeiros. MARIA DO CARMO PIRES GALVÃO  (1914/1983) 

Filha de Enéas Pires Galvão e de Maria Cândida de Araújo. Irmã de Francisca Pires Galvão e outros. 



   AMÁLIA BEZERRA PIRES GALVÃO (1914/1941)  Filha de Cipriano Pires Galvão e de Maria Augusta Bezerra de Araújo Galvão. Ao casar-se adotara o sobrenome 'PINHEIRO GALVÃO' em detrimento do 'BEZERRA PIRES'.



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