quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

1913

 RODOLFO PEREIRA DE ARAÚJO (1913 - 1985)

 



Joaquim da Virgem Pereira de Araújo Netto (1913-1963) foi uma figura proeminente na história do Rio Grande do Norte, destacando-se como jurista, político e educador. Filho de José Estêvão de Araújo (1890-1913) e Isabel Estelita de Araújo (1892-1954), ele nasceu na Fazenda Ephinal, em Acari, uma das propriedades à beira do açude Água Doce, construído por seu bisavô, Félix de Araújo Pereira, o "Félix dos Garrotes". Filho de José Estêvão de Araújo e Isabel Estelita de Araújo. Genitor de Petit Araújo e outros 5 filhos.  José nasceu em 2 de Setembro de 1890. Isabel nasceu em 1892. Joaquim teve 5 irmãos: Mônica Maria de Brito (Sol. de Araújo) e mais 4 irmãos. Joaquim casou Isabel Isabel Amorim das Virgens (Sol. Brito de Amorim). Isabel nasceu em 19 de Julho de 1917. Eles tiveram 7 filhos: Eliane Frassinetti de Oliveira (Sol. Amorim das Virgens de Oliveira) e mais 6 filhos. O bisavô  foi o padre José Modesto Pereira de Brito (sobrinho do senador do Império, Francisco de Brito Guerra). Ele era pai de  Mônica e sogro do  coronel Joaquim das Virgens Pereira. Quando Joaquim Netto estudava no Colégio Marista, nos anos 20, recebeu uma punição dos Irmãos Maristas ao revelar perante toda a classe que era bisneto de um Padre. O padre José Modesto fundou o município pernambucano de Granito e construiu a catedral de Missão Velha, no Ceará.  

Joaquim era neto por parte de pai de Francisco Raimundo Pereira de Araújo, conhecido como "Chico Raimundo" ou "Ferreiro Velho", um visionário que, no século XIX, desenvolveu o algodão Mocó através de seleção natural, atraindo a atenção de cientistas e até mesmo do Marechal Rondon. Por parte de mãe, era neto do coronel Joaquim das Virgens Pereira de Araújo, de quem herdou o nome. O avô materno era um grande exportador de algodão, conhecido por sua visão empreendedora e por ter trazido o primeiro automóvel para o sertão potiguar no início do século XX.

Sua vida foi marcada por um trágico evento na infância: a morte prematura de seu pai em um acidente com uma arma de fogo quando ele tinha apenas seis meses de idade. Esse acontecimento moldou sua conduta, levando-o a fazer um juramento de nunca usar armas, uma promessa que cumpriu fielmente por toda a vida e que transmitiu a seus filhos.

Criado pela mãe e pelo padrasto, o tabelião e jornalista Paulino Alberto Dantas, Joaquim teve uma educação rigorosa. Após concluir o ensino fundamental em Acari, onde estudou no Grupo Escolar Tomás de Araújo Pereira — um parente ilustre que foi o primeiro governador do Rio Grande do Norte na monarquia —, foi estudar no Colégio Marista em Natal. Após uma breve pausa para trabalhar na fazenda de seu avô, ele retomou os estudos e concluiu o ensino secundário no Atheneu. Formou-se em Direito pela conceituada Faculdade de Direito de Recife, em 1938.

Sua trajetória profissional foi vasta e diversificada. Começou em 1933 como escrivão e, em seguida, promotor adjunto em Acari. Em 1938, foi nomeado promotor de Assú, cidade onde casou-se com Isabel Brito de Amorim, a "Sinhá", uma professora de família tradicional.

O auge de sua carreira política veio em um período de grande transformação no país. Com o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945 e a redemocratização do Brasil, o interventor do Rio Grande do Norte, Miguel Seabra Fagundes, nomeou Joaquim das Virgens Netto como prefeito de Assú. Embora tenha exercido o cargo por um curto período (de 7 de novembro de 1945 a 13 de fevereiro de 1946), ele saneou as contas públicas e deu continuidade a importantes obras, como a construção do mercado público.

Em seguida, assumiu diversos cargos de destaque, como procurador de terras públicas do estado (1948), consultor jurídico do governo Dix-sept Rosado (1951), advogado da Justiça Militar (1952) e juiz nas comarcas de Apodi e Nova Cruz. Em 1960, em meio a uma efervescência política, ele demonstrou sua dignidade e firmeza ao não se submeter ao novo governo, sendo colocado em disponibilidade. Poucos dias antes de sua morte, em 1963, foi honrosamente aposentado como desembargador.

Joaquim da Virgem Pereira de Araújo Netto faleceu em 1963, aos 49 anos, após uma batalha de 54 dias contra o câncer. Ele deixou a esposa e sete filhos, que seguiram seus passos e se destacaram em diversas áreas: Eliane, a primeira desembargadora do Rio Grande do Norte; Jobel, advogado e promotor; Eilson, formado em História; Érico, engenheiro; Elino, médico; Edmo (Petit), jornalista e professor; e Maria das Graças, dentista. Seu legado de honestidade, integridade e dedicação à justiça e à educação perdurou em sua família e na memória do estado.

Olá! Com certeza, aqui está a reescrita do texto, parafraseando e mantendo a fidelidade da mensagem original, em formato de redação contínua e de acordo com a norma culta da língua portuguesa.


O Legado de Dr. Joaquim das Virgens Neto: Um Homem à Frente de Seu Tempo

Em 2013, o Brasil celebrou o centenário de nascimento de Joaquim das Virgens Neto, falecido aos 49 anos de idade. Em um relato emocionante, seu filho, Érico Amorim das Virgens, reflete sobre a vida e os valores do pai.

Érico tem a convicção de que seu pai era um homem espiritualmente avançado. Ele recorda o cenário de Nova Cruz em 1955, onde, mesmo sendo uma das poucas autoridades da cidade, o pai ouvia pacientemente a todos, desde mendigos até pessoas humildes em busca de justiça. Sua capacidade de ouvir, uma virtude rara, era muitas vezes vista como ingenuidade. As pessoas o chamavam de "tolo" por interceder gratuitamente pelos mais pobres.

Érico relembra a vida familiar, com os dez membros da família sentados à mesa. Naquela rotina, o pai sempre tinha uma história engraçada para contar, criando um ambiente de alegria e harmonia. O texto narra a decisão de Joaquim de se mudar para Natal em 1959 para que os filhos pudessem estudar em colégios particulares, um sacrifício financeiro enorme, já que o salário de juiz era baixo. Para ele, a educação dos filhos era a prioridade máxima.

O autor do texto também recorda o riso sincero do pai, que, apesar das adversidades, vivia de bem com a vida. Ele foi um pai participativo, que, em um momento de decisão difícil, optou por cuidar de um filho doente em vez de presidir a apuração de votos em uma eleição acirrada, um ato que mostra sua dedicação à família. A decisão de abdicar do carro, na época, reforça sua simplicidade e seu foco nos filhos.

O ano da morte de Joaquim, 1963, marcou também a aprovação de seu filho Jobel no curso de Direito e a formatura de Eliane, que se tornou a primeira mulher desembargadora do Rio Grande do Norte. Érico conclui que o pai viveu uma vida simples em termos materiais, mas foi verdadeiramente feliz.


O Juiz Herói de Assu

O texto também traz um depoimento de Petit das Virgens, que descreve o pai, Joaquim das Virgens Netto, como prefeito de Assu. Em 1945, com o fim da Segunda Guerra Mundial e a queda do Estado Novo, o jurista Miguel Seabra Fagundes foi nomeado interventor e escolheu Joaquim das Virgens para a prefeitura de Assu, devido à sua reputação ilibada. Em um curto período, de novembro de 1945 a fevereiro de 1946, ele saneou as contas públicas e deu início a obras importantes, como a construção do mercado.

Joaquim das Virgens Neto, nascido em 1913 na fazenda Ephinal, em Acari, era neto de Francisco Raimundo Pereira de Araújo, o "Ferreiro Velho", inventor do Algodão Mocó. Seu avô materno era o coronel Joaquim das Virgens Pereira de Araújo, um dos maiores exportadores de algodão do país e o primeiro a trazer um automóvel para o sertão. O texto conta que Joaquim, ainda criança, presenciou o avô aconselhando o cangaceiro Antônio Silvino a sair do Rio Grande do Norte.

Quinco, como era chamado pela família, perdeu o pai aos seis meses de idade em um acidente com uma arma, um evento que o marcou profundamente. Ele fez um juramento de nunca usar uma arma de fogo, mesmo em profissões de risco. Criado pelo padrasto Paulino Alberto Dantas, um tabelião e jornalista, Quinco teve acesso a uma educação de qualidade, que foi completada com a ajuda do avô e do tio Sérvulo Pereira.

Após um período de rebeldia, que incluiu banhos no Rio Potengi em vez de aulas, o avô o forçou a trabalhar na fazenda. Quinco optou por voltar a estudar e concluiu o curso secundário no Atheneu. Em 1938, formou-se em Direito em Recife e, ao longo da vida, exerceu diversos cargos públicos, como promotor, prefeito e juiz. Em 1963, foi promovido a desembargador, mas faleceu poucos dias depois, aos 49 anos, vítima de câncer.


A Lição de Vida e o Orgulho dos Filhos

Um dos filhos, Elino Araújo, descreve o pai como uma pessoa que estava sempre sorrindo, apesar da seriedade de sua profissão. Elino lembra os veraneios em Barra de Cunhaú e a decisão do pai de vender o carro para investir na educação dos filhos, o que ele considerava mais importante. Ele também recorda a calma do pai ao saber de sua reprovação escolar e a alegria em morar na casa própria em Natal. Elino, que sonhava em ser juiz, decidiu se tornar médico após a morte do pai, acreditando em um suposto erro médico, uma suposição que mais tarde se revelou falsa. Ele conclui que, mesmo que as lembranças tenham se apagado com o tempo, as lições de vida e os bons exemplos de seu pai permanecem para sempre.

Outro filho, Jobel Amorim das Virgens, descreve o pai como um "juiz herói". Ele relata as dificuldades financeiras, mas ressalta o esforço do pai em proporcionar estudos a todos os filhos. Jobel se emociona ao lembrar o dia em que o pai, já doente no hospital, o parabenizou por sua aprovação no curso de Direito. Ele conclui o depoimento com o orgulho de saber que figuras ilustres como os doutores Diógenes e Otalício, de Nova Cruz, sempre fizeram comentários elogiosos sobre a cultura jurídica e a honestidade de seu pai, um homem que foi motivo de orgulho para toda a família e a sociedade potiguar.

    AMÉRICA ROMANA BRITO DE ARAÚJO (1913/1959) 

   Filha de Manuel Balbino de Araújo e de Adelaide Arlinda Pereira de Britto. Residiu na Fazenda Salgado. 


 Manoel de Britto Filho (Sítio Pau Lagoa, Acari/RN, 25/03/1913 - Currais Novos/RN, 19/11/2001). Homem de fibra, dedicou sua vida ao trabalho no campo.

Sua história, no entanto, é marcada por um episódio crucial durante a Intentona Comunista de 1935, quando servia o Exército no 21º Batalhão de Caçadores em Natal. Para escapar da morte, conseguiu fugir e se escondeu no quintal da casa de seu parente, Thomaz Rosendo de Araújo. Retornou a Acari somente após o fim dos três dias de governo comunista.

No batalhão, o soldado de número 808 era o mais alto da tropa, com mais de 1,90 metro, e por isso foi escolhido como porta-bandeira. Por toda a vida, celebrou com orgulho o Dia da Bandeira, data que coincidiu com sua morte.


 

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