Maria José de Azevedo (1953/2025), delegada de Polícia Civil aposentada do Rio Grande do Norte, teve uma trajetória de vida marcada pela dedicação e pelo pioneirismo. Nascida em São Paulo em 19 de março de 1951, filha de pais caicoenses, ela começou a trabalhar aos 13 anos. Aos 21, formou-se como técnica de enfermagem e, mais tarde, graduou-se em Direito em São Paulo. Em 1985, foi aprovada em concurso público e assumiu o cargo de Delegada de Polícia no Rio Grande do Norte.
A história de Maria José se entrelaça com a da primeira Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) do estado. Em 1986, a pedido do então governador José Agripino, ela foi responsável pela pesquisa e implementação da DEAM. A delegacia foi oficialmente criada em 12 de maio de 1986 em Natal, e Maria José foi nomeada sua primeira delegada titular em 21 de maio do mesmo ano.
No entanto, poucos meses após a fundação, sua carreira foi injustamente manchada por uma falsa denúncia de agressão. Ela foi afastada do cargo para que as investigações pudessem ocorrer, mas, apesar de ter sido inocentada, a mídia da época não divulgou a verdade com o mesmo destaque da acusação. Infelizmente, a contribuição fundamental de Maria José na criação da DEAM é frequentemente esquecida ou omitida, e o mérito é muitas vezes atribuído à Dra. Magareth, que a substituiu no cargo.
Maria José também comandou a Polinter por alguns anos, onde se destacou por sua dedicação e honestidade, aposentando-se em 2002.
Além de seu serviço relevante à população e ao estado, Maria José deixou um legado de amor, generosidade e dedicação à sua família. Ela era como uma mãe para as sobrinhas Mariana e Marília, e tinha grande afeto por suas sobrinhas-netas Isadora e Manuela. Ela também deixa a irmã Ana Maria de Azevedo e o cunhado Marco Antônio, além de sua prima Veneranda Costa, e todos os demais amigos e familiares.

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